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Radar Econômico: Ruído Político e Juros nos EUA Levam Ibovespa ao Menor Patamar desde Janeiro
O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de forte dor de cabeça, operando em queda firme e perdendo suportes importantes em um cenário de aversão ao risco global e doméstico.
Por Rafael Camargo
20 de Maio de 2026 às 08:04
1. O Peso das Pesquisas Eleitorais e o Dólar a R$ 5,04 Nesta terça-feira, o Ibovespa recuou 1,52%, fechando aos 174.279 pontos, o menor nível registrado desde o final de janeiro. Na contramão, o dólar comercial subiu 0,85%, cotado a R$ 5,0405.
O principal fator interno foi a divulgação da pesquisa AtlasIntel, que apontou o presidente Lula ampliando a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno (48,9% contra 41,8%). O mercado reage a esse distanciamento com cautela, pois investidores temem que a falta de concorrência política reduza a urgência por reformas fiscais profundas e pelo controle rígido das despesas públicas.
2. O Ímã dos Juros Americanos e o Impasse com o Irã No cenário internacional, o presidente Donald Trump voltou a pressionar o Irã por um acordo de paz, gerando volatilidade. Embora o petróleo Brent tenha fechado em leve queda, cotado a US$ 111,40 o barril, a percepção de que a energia continuará cara por mais tempo fez os rendimentos dos títulos públicos americanos (Treasuries) saltarem para 4,66%. Juros maiores nos Estados Unidos funcionam como um porto seguro global, drenando o capital estrangeiro de mercados emergentes como o Brasil e pressionando os ativos locais.
3. Galípolo no Senado e Mudanças no Comando da B3 Em audiência de quase seis horas no Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que a taxa Selic (atualmente em 14,75% ao ano) segue restritiva porque a inflação doméstica exige atenção. Galípolo buscou tranquilizar os investidores garantindo que a liquidação do Banco Master não gerou riscos para a saúde do sistema financeiro nacional. Já no ambiente corporativo, as ações da B3 recuaram quase 5% após o anúncio de Christian Egan como o novo diretor-presidente da instituição.
4. Consignado do INSS: Novas Regras em Vigor Começaram a valer as novas diretrizes para o empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A partir de agora, a validação por biometria facial no aplicativo Meu INSS é obrigatória para liberar o crédito e evitar fraudes. Além disso, o limite máximo da renda comprometida com as parcelas caiu de 45% para 40%, enquanto o prazo máximo de pagamento foi estendido para até 9 anos (108 parcelas). O governo federal busca dar fôlego ao consumo associando essas regras ao Desenrola 2.0, mas reforço o alerta técnica: renegociações ajudam no curto prazo, mas apenas a educação financeira cria uma estrutura sólida para o seu bolso.
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Rafael Camargo Educador Financeiro e Mentor Apresentador do quadro "Radar Econômico" na Rádio Real FM
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