Notícias→Notícias→PF deflagra operação contra fraudes em registros de armas e cumpre mandados em Volta Redonda e Pinheiral
Imagem: Divulgação/Polícia Federal
PF deflagra operação contra fraudes em registros de armas e cumpre mandados em Volta Redonda e Pinheiral
Operação Polaridade investiga grupo suspeito de utilizar documentos falsos e outras irregularidades em processos de aquisição e registro de armas para CACs
Por Ana Clara Monteiro
04 de Setembro de 2026 às 07:08
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (4), a Operação Polaridade para investigar um esquema de fraudes em processos administrativos relacionados à aquisição e ao registro de armas de fogo para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores, os CACs. No Sul Fluminense, mandados são cumpridos em Volta Redonda e Pinheiral. A operação também ocorre em outras cidades do estado do Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo.
Ao todo, os policiais federais cumprem 20 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas. Além de Volta Redonda e Pinheiral, a operação tem ações em Campo Grande, Gardênia Azul, Inhoaíba, Niterói, Duque de Caxias, Macaé, São João de Meriti, Maricá e Magé.
Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após a identificação de inconsistências em processos analisados pela Delegacia de Polícia Federal em Niterói. As apurações apontam para a possível participação de um colaborador terceirizado ligado à análise de documentos do Núcleo de Armas, que teria aprovado requerimentos sem a documentação obrigatória ou com documentos falsos e incompatíveis com as exigências legais.
Entre as irregularidades identificadas estão a repetição de documentos em processos de diferentes requerentes, o uso de comprovantes de residência falsificados e a ausência de documentos necessários para a aprovação dos pedidos. Também foram encontradas inconsistências em certificados técnicos e em outros requisitos exigidos para a aquisição de armas, inclusive de uso restrito.
A Polícia Federal também identificou possíveis vínculos entre alguns dos requerimentos analisados e armas de fogo que foram posteriormente apreendidas em uma ação policial. Essa relação levou ao aprofundamento das investigações, que agora buscam identificar todos os envolvidos e verificar possíveis conexões com organizações criminosas.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo. Outros crimes também poderão ser identificados ao longo das investigações.
Usamos cookies essenciais para o funcionamento do site e cookies não essenciais para análise e melhorias. Você pode aceitar ou recusar o uso de cookies não essenciais.