Polícia Civil apura confusão em boate de Volta Redonda.

Pelo menos quatro pessoas teriam sido agredidas durante uma briga na saída do Black Jack no bairro Aterrado.

A confusão ocorrida na madrugada do último domingo, 7, na boate Black Jack no bairro Aterrado, está sendo apurada pela Polícia Civil. O delegado adjunto da 93ª DP (Volta Redonda), Marcelo Russo, disse que já está ouvindo testemunhas e os envolvidos na briga que resultou na agressão de pelo menos quatro pessoas. Duas delas já prestaram depoimento na delegacia. O delegado aguarda ainda o depoimento de um casal que estaria sendo acusado de agressão. Imagens do circuito de segurança da boate devem ser analisadas para ajudar nas investigações.

Na versão de Ricardo Perriraz, um dos envolvidos e que depôs na delegacia, ele teria sido agredido por um casal, identificado como sendo Marianna Amorim e Pedro Esperança. Em seu depoimento, Ricardo destacou que “ambos estavam exaltados” enquanto pediam uma nota fiscal no caixa da boate, já na saída do estabelecimento. Segundo Ricardo, Pedro teria o agredido verbalmente e em seguida o agrediu com um soco no nariz, com Marianna também participando da agressão com chutes. Ainda de acordo com o rapaz, ele conhece o casal.
Ricardo contou em depoimento que os seguranças da boate ao virem a confusão próximo a saída, correram para acabar com as agressões, mas não teriam praticado violência contra ninguém. Ainda na versão de Ricardo, outros clientes cercaram e agrediram Pedro. Já outra cliente, identificada como Flaviane Penedo, prestou depoimento dizendo que havia sido agredida por Marianna. A agressão teria ocorrido ao tentar ajudar Ricardo durante o suposto ataque do casal.
O delegado destacou que as versões de Ricardo e Flaviane possuem elementos comuns, como por exemplo, a confusão do casal na saída da boate e que Marianna não foi agredida por nenhum segurança.

– Pelo depoimento da Flaviane, Marianna entrou em luta corporal com ela e teve sua blusa rasgada pelo atrito, o que deixou Marianna com os seios à mostra na rua. Ainda na versão da Flaviane, nenhum segurança foi visto agredindo Marianna – frisou Russo.

Versão de Marianna

O caso veio à tona depois que Marianna Amorim publicou em uma rede social acusações de que teria sido agredida por segurança da casa noturna. Ela prestou depoimento na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) e relatou que havia sido agredida por quatro homens e uma mulher. A violência, segundo ela, teria ocorrido depois de questionar o valor da conta. Após ser agredida, ela contou que seguiu para um hospital.

O delegado Marcelo Russo comentou que o depoimento de Marianna não cita a identificação dos autores da agressão e também não sabe apontar quem é a garota que a agrediu. – É uma autoria incerta, ela mesmo disse em depoimento que não tem nenhuma testemunha dos fatos – disse o delegado.

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Caso se propaga pela internet

Depois que Marianna publicou fotos em que aparece com hematomas no rosto, o caso se propagou na internet. A publicação da mulher foi compartilhada milhares de vezes. Na página da boate numa rede social, choveram críticas e avaliações ruins sobre o estabelecimento. Na tarde desta segunda-feira (8), o proprietário da casa noturna, Fabrício Dias, confirmou que iria a delegacia para prestar depoimento. Ele disse que levaria as imagens das câmeras de segurança do local, para que o caso fosse esclarecido.

Fonte: diariodovale.com.br

“É preciso verificar as duas versões antes de julgar. As pessoas difamaram a casa sem ver se a versão da pessoa que postou era verdadeira ou não.” Disse Flávia Cunha, frequentadora da casa.