Três bairros de Itatiaia apresentam risco médio de infestação de larvas de dengue

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Publicado em 19/10/2022 – 8:51

Foto: Prefeitura de Itatiaia

O LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes aegypti) divulgado neste mês pelo setor de Vigilância Ambiental de Itatiaia está mostrando, 1,4, segundo o indíce Breteau – que considera a quantidade de larvas do Aedes Aegypti encontradas nos imóveis vistoriados. Esse percentual é superior ao registrado em junho (0,7) e avaliado como médio risco.

Segundo os dados, os bairros com maior incidência de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, neste momento, são o Campo Alegre, Casal Garcia e Jardim Itatiaia. De acordo com o coordenador da Vigilância Ambiental, Rafael Rezende de Carvalho, o levantamento atual trabalhou cinco estratos.

“Cada estrato é uma localidade. Foram duas de baixo risco e três de médio risco. Em junho o resultado foi baixo risco e, agora, passou para médio. Os fatores para essa variação são as chuvas que caíram nesse período e o calor. Com as chuvas aumenta o número de reservatórios de água que servem de criadouros dos mosquitos e o calor estimula a reprodução deles”, avalia Rafael.

Segundo ele, o trabalho de combate aos focos transmissores é realizado o ano inteiro, e será intensificado nas localidades que mostraram risco médio. As visitas domiciliares também continuam. É importante a população permitir o acesso às residências, para os agentes realizarem o seu trabalho, com a colocação de larvicidas, quando for o caso, informando e mobilizando os moradores para ajudar no combate aos eventuais focos de transmissão.

Outra estratégia será acompanhar de perto quaisquer notificações nas unidades de saúde que sugerirem a possibilidade de dengue. “Esses registros são encaminhados para a Vigilância Epidemiológica, que repassa os dados para a Vigilância Ambiental. A partir daí vamos ao endereço e fazemos no imóvel, e no entorno, o monitoramento do registro, adotando as medidas necessárias a cada caso”, explica.

Rafael pede para a população manter a atenção, vistoriando freqüentemente suas residências e eliminando todos os objetos que possam servir de criadouro do mosquito. Entre os cuidados estão evitar acúmulo de lixo, armazenando-o em locais fechados, e manter recipientes de água limpos e fechados. “A melhor forma de se proteger é eliminar os focos de larvas, como as águas paradas. Assim não tem lugar adequado para os ovos se desenvolverem”, conclui.

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