Espécie de peixe ameaçada de extinção é encontrada pelo Inea em Barra Mansa.

Publicado em 10/11/2022 – 7:26 No último dia 5/11, uma expedição no território do Refúgio de Vida Silvestre Estadual do Médio Paraíba (Revismep), no município de Barra Mansa, encontrou um exemplar do peixe ameaçado de extinção surubim-do-paraíba (Steindachneridion parahybae). Do fim de outubro ao início de novembro, a campanha exploratória promovida pela equipe do PAN Paraíba do Sul na unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foi responsável pelo primeiro registro oficial da espécie na região do refúgio. A espécie, que é encontrada somente na bacia do rio Paraíba do Sul, entre os estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, consta atualmente na posição “em perigo”, de acordo com a lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Os principais fatores responsáveis pela ameaça do surubim-do-paraíba são a perda ou alteração do seu habitat, a introdução de espécies exóticas e a poluição dos recursos hídricos. “O Inea se doa diariamente em prol da preservação dos patrimônios ambientais fluminenses e, para que esse trabalho seja feito de forma efetiva, contamos com diversas outras instituições. Juntos conseguiremos zelar pela nossa biodiversidade e pelo nosso Estado”, afirmou o presidente do órgão ambiental, Philipe Campello. A espécie será encaminhada ao banco genético vivo de espécies de peixes ameaçados de extinção do Rio Paraíba do Sul, localizado na sede do Projeto Piabanha, no município de Itaocara. A condução do animal ao banco genético tem como objetivo a preservação do material genético dessa e de outras espécies, a fim de realizar ações de repovoamento em locais chaves para sua preservação. “É a primeira vez que a espécie é oficialmente registrada nesta unidade de conservação, o que demonstra a importância de termos áreas protegidas com foco nos rios e outros ambientes aquáticos que sustentam uma grande biodiversidade, inclusive espécies ameaçadas de extinção, como o surubim-do-paraíba”, celebrou o gestor do refúgio, Ricardo Wagner. A expedição foi coordenada pelo Inea, através do Revismep, em conjunto com o ICMBio/CEPTA e o Projeto Piabanha. Os recursos para a ação são provenientes do projeto GEF Pró-Espécies, implementados pelo WWF Brasil. Sobre o refúgio O Refúgio de Vida Silvestre Estadual do Médio Paraíba é uma área sob regime especial de gestão que visa proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora e da fauna residente ou migratória. A unidade de conservação fica localizada entre os municípios de Resende, Itatiaia, Porto Real, Quatis, Barra Mansa, Volta Redonda, Pinheiral, Barra do Piraí, Valença, Vassouras, Rio das Flores, Paraíba do Sul e Três Rios

Programa Limpa Rio chega a Itatiaia

Publicado em 01/11/2022 – 9:30 A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) atenderam a solicitação da Prefeitura de Itatiaia e o Programa Limpa Rio chegou ao município. Os dois são os responsáveis pela ação que realiza o desassoreamento, manutenção e limpeza de canais, leitos e margens de rios no estado do Rio de Janeiro. O trabalho, que busca minimizar riscos que possam ocorrer em situações de fortes chuvas, começou pelo rio Acará, que passa por bairros como Jardim Itatiaia e Campo Alegre, e deve beneficiar também o Santo Antônio, um dos principais mananciais da cidade. De acordo com o Secretário de Meio Ambiente, Rodrigo Freitas, além do rio Acará e, numa segunda etapa, o Santo Antônio, os afluentes de ambos também serão beneficiados pelo Programa Limpa Rio. A previsão é de que essa ação inicial em Itatiaia prossiga até dezembro, realizando a limpeza de margens e o desassoreamento de pontos críticos que costumeiramente são causadores de problemas em época de chuvas mais fortes. Além da área central de Itatiaia, rios da região de Penedo, Maromba e Maringá também serão contemplados pelo Programa Limpa Rio. Preventivo e emergencial, o Limpa Rio é realizado de forma permanente. Os sedimentos, depois de retirados destes corpos hídricos, recebem destinação ambiental correta. Segundo Rodrigo Freitas, ao retirar estes sedimentos, que acabam retendo a água em alguns pontos, o corpo hídrico tende a seguir seu curso de forma mais fácil. “O intuito é mitigar o impacto negativo dos períodos de grande chuva e evitar enchentes, que acabam se tornando comuns no verão. Com esta ação, os riscos de alagamento tendem a ser reduzidos”, comenta.

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