VALENÇA E PIRAÍ REGISTRAM PRIMEIROS CASOS DE FEBRE OROPOUCHE

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Valença e Piraí tiveram os primeiros casos de febre oropouche confirmados nesta segunda-feira (29). Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a constatação foi feita pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e o laboratório de referência da Fiocruz.

Ao todo, foram registrados 10 casos da doença entre os dias 9 e 18 de abril no estado do Rio: cinco em Piraí, um em Valença e outras quatro ocorrências nos municípios do Rio de Janeiro e Japeri.

Procurado pelo Jornalismo da Real FM, a prefeitura de Valença informou que a moradora infectada é uma mulher, de 24 anos, que mora no bairro Torres Homem. Ela apresentou sintomas no dia 9 de abril, após seis dias de viagem em Viçosa, cidade de Minas Gerais. A paciente se encontra bem e já retornou às suas atividades.

Já a prefeitura de Piraí não divulgou o perfil dos moradores infectados, mas informou que todos são residentes do bairro Cacaria. Além disso, afirmaram que os pacientes não precisaram de internação.

Posso dizer que os infectados não necessitaram de internação. Todos os cinco são moradores do bairro Cacaria.

Ainda de acordo com o governo estadual, os casos no RJ estão em investigação para identificar se eles são autóctones (transmissão local) ou ‘importados’ (quando a transmissão acontece em outro território).

Além disso, em parceria com os municípios envolvidos, a Secretaria de Estado de Saúde vai realizar a investigação epidemiológica nos 10 casos positivos para Febre Oropouche. Também será feita uma entomológica (captura de mosquito) nas regiões que tiveram casos confirmados.

➡ O que é a febre oropouche?

O vírus da febre oropouche é transmitido por mosquitos do gênero Culicoides. A doença é detectada, principalmente, nos estados da região amazônica.

Os sintomas são muito parecidos com a dengue: duram entre dois e sete dias e incluem febre de início súbito, dor de cabeça intensa, dor nas costas e na lombar e dor articular. Também pode haver tosse, tontura, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos.

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.

Foto: Divulgação/Sesab

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