A gente sabe que precisa declarar o imposto de renda… mas vai deixando, empurrando, achando que ainda dá tempo.
E dá mesmo — até o dia que não dá mais.
O problema é que não é só sobre entregar dentro do prazo.
É sobre como você faz isso.
Pra você ter uma ideia do cenário: até o final de abril, pouco mais de 17 milhões de declarações tinham sido enviadas. Só que a Receita espera algo perto de 44 milhões.
Ou seja, ainda tem quase 30 milhões de pessoas que não entregaram.
Isso diz muito sobre o comportamento de todo ano: a maioria deixa para a última hora.
E é aí que começam os erros.
Porque quando você deixa para o final, você não tem tempo para conferir nada. Vira uma correria. Falta documento, o informe do banco não aparece, os recibos somem, e aí entra aquele pensamento clássico: “vou fazer assim mesmo só pra entregar”.
Só que imposto de renda não é lugar de improviso.
E aqui entra um ponto que pouca gente percebe: o problema não é só cair na malha fina.
Hoje, mais de 60% das pessoas já usam a declaração pré-preenchida. Ela ajuda, claro. Facilita bastante. Mas tem um detalhe importante — ela não faz o trabalho por você.
Se você não confere, se não entende o que está ali, você pode enviar informação errada do mesmo jeito.
E aí o problema aparece depois.
Até a metade de abril, quase 900 mil declarações já tinham caído na malha fina. Agora esse número já passou de 1 milhão.
Isso mostra que o problema não está só em quem não entrega. Está também — e muito — em quem entrega sem critério.
Mas tem um ponto ainda mais sério, que quase ninguém fala.
Tem gente pagando mais imposto do que deveria… e nem percebe.
Isso acontece muito por causa das deduções.
Na parte de educação, por exemplo, existe limite. Você pode até declarar, mas tem um teto.
Agora, quando a gente fala de saúde, a história muda completamente.
Gasto com médico, dentista, exame, plano de saúde… tudo isso pode ser abatido. E não tem limite.
Ou seja: o que você gastou ali pode reduzir diretamente o valor do imposto.
Agora pensa com calma.
Se você não encontra um recibo… se esquece de lançar… ou simplesmente deixa passar…
esse dinheiro não volta pra você.
Fica com o governo.
E isso acontece o tempo todo.
A pessoa acha que o risco é cair na malha fina… mas o prejuízo maior, muitas vezes, é pagar mais do que precisava.
E isso é silencioso. Ninguém te avisa.
Outro ponto importante: o prazo.
Tem muita gente que ainda acha que a entrega vai até o dia 31 de maio.
Mas não vai.
O prazo termina no dia 29 de maio.
Quem perde esse prazo paga multa. E não é simbólica. Existe um valor mínimo, e em alguns casos pode chegar a até 20% do imposto devido.
Ou seja, mais uma vez… dinheiro perdido por falta de organização.
No final das contas, o imposto de renda não é só uma obrigação que você precisa cumprir.
É uma oportunidade de parar, revisar, organizar e — principalmente — não pagar mais do que deveria.
Mas isso só acontece quando você faz com calma, com atenção, com critério.
Porque a conta é simples:
quem faz bem feito, paga o justo.
quem faz de qualquer jeito, paga a mais.
Se você ainda está com dúvida, inseguro ou simplesmente não quer correr esse risco, vale buscar orientação.
Você pode mandar sua dúvida aqui pra rádio ou me chamar direto no Instagram @renatoritton.
A ideia é simples: te ajudar a fazer certo… e não deixar dinheiro na mesa sem perceber.