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ENFERMEIRO É PRESO POR IMPORTUNAÇÃO SEXUAL EM HOSPITAL DE PIRAÍ
Nesta segunda-feira (2), policiais civis da 94ª Delegacia de Polícia de Piraí prenderam, no Hospital Flávio Leal, em Piraí, um enfermeiro de 43 anos pelo crime de importunação sexual contra uma colega de trabalho de 19 anos.
Por Ana Clara Monteiro
03 de Fevereiro de 2026 às 11:40
Há uma semana, a Delegacia de Piraí havia recebido uma denúncia anônima informando que o funcionário estaria assediando colegas de trabalho com beijos, abraços e toques indesejados.
De acordo com o delegado Antonio Furtado, para comprovar o ocorrido, a Secretaria Municipal de Ordem Pública de Piraí disponibilizou as imagens das câmeras internas do hospital, tanto registros antigos quanto imagens geradas em tempo real. Após análise, as imagens confirmaram o que havia sido denunciado. Diante de uma nova informação de que, naquele momento, o enfermeiro havia tentado puxar a blusa de uma colega, a fim de tocá-la indevidamente na recepção do hospital, policiais civis foram até a unidade e realizaram a prisão do homem.
– Ao saber do que estava ocorrendo no hospital, solicitei que os policiais fossem até a unidade. Ao ter o fato confirmado pela vítima, que estava visivelmente constrangida com o ocorrido, conduzimos o enfermeiro à 94ª DP. Na delegacia, a análise completa das imagens revelou que o episódio não foi um fato isolado. No dia 25 de janeiro deste ano, essa mesma jovem foi agarrada e alisada pelo autor. Ela chegou a apontar para a câmera enquanto tentava se desvencilhar, e ele, com cinismo e deboche, ainda mandou um beijo para o equipamento que registrava o crime – relatou o delegado Antonio Furtado.
Em depoimento, a vítima contou que viveu esse drama por quase um ano. Segundo ela, pedia repetidamente para que o enfermeiro parasse, mas nunca era atendida, permanecendo em silêncio por medo e receio de represálias no ambiente profissional.
Diante do conjunto de provas, o delegado Antonio Furtado determinou a prisão em flagrante do enfermeiro pelo crime de importunação sexual continuada, em razão da repetição dos atos contra a mesma vítima, além de outros episódios envolvendo diferentes funcionárias que ainda serão formalmente ouvidas. As penas, somadas, podem ultrapassar oito anos de prisão.
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