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Petróleo a US$ 108 e o "Dia D" de Trump: O que esperar da economia nesta semana
A segunda-feira pós-Páscoa começa com o mercado financeiro em estado de alerta máximo.
Por Rafael Camargo
06 de Abril de 2026 às 09:34
Após um feriado de Bolsa fechada no Brasil, os investidores retornam com o foco dividido entre o Salão Oval, em Washington, e os dados de inflação que serão divulgados em Brasília.
Guerra de Narrativas e o Preço da Energia Na última quinta-feira (02/04), o mercado fechou praticamente estável (Dólar a R$ 5,15 e Ibovespa aos 188 mil pontos), refletindo a frustração com a continuidade dos conflitos no Irã. O barril do tipo Brent saltou para US$ 108,74, um aumento de mais de 7% em um único dia.
Para o cidadão comum, esse "economês" se traduz em um risco real de aumento no preço do diesel e da gasolina. O Reino Unido tenta liderar uma saída diplomática para reabrir o Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial —, mas a ausência dos EUA nessas reuniões aumenta a percepção de risco.
Inflação e Juros: O Cenário Interno No Brasil, a semana será guiada pelo IPCA de março, com expectativa de alta de 0,76%. Esse número é o termômetro que define se o Banco Central terá coragem de continuar cortando a Selic (nossa taxa de juros) ou se precisará pisar no freio para evitar que os preços disparem nos supermercados de Resende e região.
Destaque Industrial: A Retomada da Embraer Um ponto de otimismo vem do setor aeroespacial. A Embraer despachou 44 aeronaves no primeiro trimestre, um salto de 47% comparado ao ano passado. Esse vigor industrial é fundamental para o Sul Fluminense, pois fortalece a confiança de investidores em todo o setor de mobilidade e manufatura, beneficiando indiretamente nosso Polo Automotivo em Porto Real.
Educação Financeira: A Ressaca da Páscoa Se o seu orçamento "derreteu" com o preço do chocolate — que chegou a custar R$ 600 por quilo em formato de ovo —, o momento é de renegociar prioridades. Abril será um mês de inflação pressionada pelos combustíveis, então a regra de ouro é: adie compras de eletrodomésticos ou bens financiados. Com a Selic ainda alta, o custo do crédito não perdoa quem não se planeja.
Rafael Camargo Educador Financeiro e Mentor de Investimentos Apresentador do Radar Econômico na Real FM
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