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Imagem: Divulgação/PRF
EX-PRESIDENTE DA RIOPREVIDÊNCIA É PRESO NA VIA DUTRA, EM ITATIAIA, EM OPERAÇÃO POLICIAL
Deivis Marcon Antunes desembarcou no Aeroporto de Guarulhos e alugou um carro para seguir ao Rio de Janeiro. No trajeto, ele foi interceptado pela PRF e encaminhado à delegacia da PF em Volta Redonda.
Por Ana Clara Monteiro
04 de Fevereiro de 2026 às 12:23
O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso ontem na Via Dutra em Itatiaia.
Após retornar dos Estados Unidos, Deivis desembarcou no Aeroporto de Guarulhos e alugou um carro para seguir ao Rio de Janeiro. No trajeto, ele foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Itatiaia e encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda.
Ele foi preso durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela PF, que cumpriu 3 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão no RJ e em SC.
Na manhã desta terça-feira (3), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da RioPrevidência.
Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação, deflagrada em 23 de janeiro, a Polícia Federal identificou movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento do investigado, manipulação de provas digitais, além da transferência de bens (dois veículos de luxo) para terceiros.
A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões na instituição financeira.
As prisões foram determinadas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que considerou haver risco concreto de destruição de provas e obstrução das investigações caso os envolvidos permanecessem em liberdade.
O preso foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda, para ser encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para ser ouvido e, após os procedimentos de polícia judiciária, ser introduzido no sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da justiça.
Policiais Federais do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Itajaí/SC localizaram e efetuaram a prisão dos outros dois alvos investigados na operação.
Assim, os três mandados de prisão temporária foram devidamente cumpridos. Os investigados (dois irmãos) estavam em um escritório de advocacia de um familiar, em Itapema/SC.
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