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A Selic caiu, o Dólar subiu e o Feriado chegou: Como proteger o seu dinheiro?
Chegamos à reta final de abril sentindo o peso da economia global.
Por Rafael Camargo
30 de Abril de 2026 às 09:23
A "Super Quarta" confirmou o que já temíamos: a guerra lá fora está custando caro aqui dentro. Enquanto o trabalhador se prepara para o feriado prolongado de 1º de maio, o mercado financeiro nos deixou algumas lições importantes.
O "Economês" do Dia: Selic a 14,50% e Petróleo a US$ 120 Na noite de ontem, o Banco Central reduziu a Selic (nossa taxa básica de juros) em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,50% ao ano. Lá nos EUA, as taxas foram mantidas.
Por que o corte foi tão pequeno? O barril de petróleo bateu os incríveis 120 dólares devido às tensões e ameaças entre Donald Trump e o Irã no Estreito de Ormuz. Com o petróleo caro, o mundo inteiro teme a inflação. O nosso Banco Central pisou no freio para evitar que o custo de vida no Brasil fuja do controle.
O reflexo imediato: A bolsa caiu (-2,05%) e o dólar voltou à casa dos R$ 5,00. Para o cidadão do Sul Fluminense, esse cenário mantém o crédito caro e liga o alerta para novos repasses nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.
Estratégias para o Feriado do Dia do Trabalhador Com o orçamento apertado, o lazer precisa ser planejado. Aqui vão algumas dicas de ouro para você curtir o feriadão sem acordar na segunda-feira com ressaca financeira:
1. O Falso "Poder" do Cartão de Crédito Com os juros básicos ainda em 14,50%, a taxa do rotativo do cartão de crédito segue sendo uma das mais altas do mundo. Não use o cartão para financiar saídas de lazer, barzinhos ou passeios se você não tiver o dinheiro para quitar a fatura inteira no vencimento.
2. Valorize o Sul Fluminense Com a gasolina e o diesel sob pressão, viagens longas consomem boa parte do orçamento só no trajeto. Nossa região é rica em turismo. Explore as belezas de Itatiaia, Visconde de Mauá ou os roteiros históricos do Vale do Café. Você economiza no tanque e fomenta os pequenos empreendedores locais.
3. O "Churrasco Colaborativo" As carnes e bebidas também sentem a inflação. Vai reunir a família ou os amigos? Divida a conta. O famoso esquema "cada um leva o que for consumir" é a melhor saída para manter a tradição do fim de semana sem que um único anfitrião arque com todo o peso da inflação.
Tome o Controle! Não deixe o cenário global ditar o seu desespero. Se você quer aprender a se blindar dessas oscilações, organizar seu orçamento e investir com inteligência, me siga no Instagram @sourafaelcamargo.
Aproveite o merecido descanso do Dia do Trabalhador. Voltamos amanhã com mais análises!
Rafael Camargo Educador Financeiro e Mentor Apresentador do quadro Radar Econômico na Rádio Real FM
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