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Imagem: Divulgação/Polícia Federal
PF apreende fuzil, pistola e carregadores em imóvel durante operação contra tráfico de armas em Angra dos Reis
Operação investiga grupo formado por policiais e ex-policiais suspeito de negociar armamentos, vazar dados sigilosos e lavar mais de R$ 100 milhões
Por Ana Clara Monteiro
07 de Outubro de 2026 às 10:56
A Polícia Federal apreendeu um fuzil, uma pistola e carregadores em um imóvel de um dos alvos da Operação Magen, realizada nesta quarta-feira (7), em Angra dos Reis. A ação foi deflagrada em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para desarticular um grupo investigado por tráfico de armas, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro.
Ao todo, a operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em diferentes pontos do estado. Além de Angra dos Reis, as medidas são realizadas em bairros da cidade do Rio de Janeiro e nos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Seropédica. Também foram determinadas medidas cautelares, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica, contra investigados ligados à estrutura financeira do grupo.
Segundo a PF, as investigações identificaram uma organização criminosa especializada na obtenção, transporte e comercialização clandestina de armas de fogo. O grupo negociava fuzis de uso restrito, pistolas, revólveres, carregadores e munições. Em uma das transações investigadas, os criminosos teriam fornecido dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança de uma facção que atua no chamado Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.
Ainda de acordo com a investigação, o grupo contava com a participação de agentes e ex-agentes da segurança pública, incluindo um policial civil e um policial militar da ativa. Eles teriam utilizado o acesso a sistemas restritos da Administração Pública para consultar e repassar informações sobre mandados de prisão, endereços, registros de veículos e operações policiais em andamento.
As informações, segundo a PF, eram usadas para alertar integrantes do grupo sobre ações policiais e também em investigações clandestinas relacionadas à extorsão e à obtenção de vantagens financeiras.
A investigação também apontou um esquema de lavagem de capitais. Segundo a Polícia Federal, os envolvidos movimentaram mais de R$ 100 milhões em quatro anos, por meio de contas pessoais e empresas de fachada. O volume identificado seria incompatível com os rendimentos declarados pelos investigados.
Os envolvidos foram denunciados pelo MPRJ e poderão responder, conforme a participação de cada um, por organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais, além de outros crimes que possam ser identificados durante o avanço das investigações.
Durante a operação, um dos investigados foi preso preventivamente em sua residência, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Em Angra dos Reis, as equipes apreenderam o armamento encontrado no imóvel de outro alvo da investigação.
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