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Imagem: Divulgação/Polícia Federal
Seis pessoas são presas pela Polícia Federal na 8ª fase da Operação Unha e Carne no estado do Rio de Janeiro
Grupo investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões, de acordo com Relatório do COAF
Por Ana Clara Monteiro
15 de Outubro de 2026 às 11:34
Seis pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (15) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
Além dos mandados de prisão, a ação também tem o objetivo de cumprir 16 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.
A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.
De acordo com as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), enviado à Polícia Federal.
Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.
A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635 e foi o tema da reunião realizada no último dia 6/10 entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.
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