Você já reparou como a primeira coisa que sugerem para quem está ansioso é: "Tenta relaxar, vai fazer uma meditação, respira fundo"?
Por Dianna Moura
22 de Outubro de 2026 às 07:00
A verdade é que colocar toda a atenção em aprender a relaxar pode ser um grande equívoco. A ansiedade não é um defeito de fábrica nem um erro do sistema; ela é uma resposta completamente normal e biológica do nosso cérebro e organismo diante da incerteza. Quando o futuro é imprevisível, o nosso corpo liga o alarme de proteção.
Portanto, para melhorar a ansiedade, o objetivo não é aprender a ficar relaxado a todo custo — é aprender a lidar melhor com o incerto.
E como se aprende a enfrentar o desconhecido sem entrar em pânico? A resposta está em construir dois pilares fundamentais: autoestima e autonomia.
Autoestima: Ter autoestima não é sobre narcisismo ou aprovação alheia. É ter a si mesmo como ponto de referência. Significa que você não precisa de se esconder nem provar o seu valor para os outros, mas sim viver de forma coerente com o que quer realizar.
Autonomia: É a convicção interna de que, aconteça o que acontecer no futuro, você estará presente para encarar a situação e fazer o seu melhor com os recursos que tiver no momento.
Quando você desenvolve essa confiança interna, algo profundo muda na sua mente.
A incerteza deixa de ser uma ameaça aterrorizante que você precisa evitar ou controlar a qualquer custo. Em vez disso, ela passa a ser vista como algo interessante, desafiador e até excitante de se descobrir.
É o fim da necessidade de prever cada passo, porque você sabe que é capaz de lidar com o inesperado quando ele surgir.
Tentar responder à incerteza com relaxamento total simplesmente não é adaptativo. Diante do desconhecido, o nosso cérebro precisa de prontidão, não de anestesia.
O segredo não é desligar o seu sistema de alerta, mas sim confiar na sua capacidade de caminhar mesmo quando a névoa impede de ver o final da estrada. Quando você confia na sua autonomia e na sua autoestima, a incerteza perde o poder de paralisar a sua vida.
O que você pensa sobre olhar para a ansiedade dessa forma? Faz sentido para o seu momento atual?
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