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Imagem: Real Fm
Radar Econômico: Ibovespa cai pelo 4º dia e perde 17% na semana, bancos sobem juros do crédito imobiliário e Barra Mansa lança concurso de vitrines
O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (29) aprofundando o movimento defensivo verificado ao longo de toda a semana pós-eleições...
Por Rafael Camargo
30 de Outubro de 2026 às 07:44
O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (29) aprofundando o movimento defensivo verificado ao longo de toda a semana pós-eleições. Sob o impacto de novos indicadores econômicos e inflacionários nos Estados Unidos e mantendo o foco nas indefinições fiscais no Brasil, o principal índice acionário da B3 recuou pelo quarto pregão consecutivo, enquanto a moeda norte-americana voltou a subir, aproximando-se da marca de R$ 5,40.
No fechamento oficial dos negócios, o dólar comercial subiu 0,89%, cotado a R$ 5,3874 na venda, tendo testado a máxima intradia de R$ 5,4285. A divisa acumula valorização de expressivos 7,90% na semana e alta de 4,12% em outubro. O Ibovespa recuou 1,06%, encerrando aos 169.186 pontos — perfurando o patamar dos 170 mil pontos e acumulando perdas de 17,50% em apenas quatro pregões, refletindo a cautela persistente com a curva de juros futuros e a expectativa em torno de balanços de peso, como o da Vale.
PCE nos EUA, reforma tributária e crédito imobiliário mais caro No plano externo, o Departamento de Comércio dos EUA informou que o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) avançou 0,5% em setembro, impulsionado pela alta dos combustíveis. Concomitantemente, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano superou as projeções no terceiro trimestre, reforçando a percepção do mercado de que o Federal Reserve precisará manter uma condução monetária restritiva, abrindo margem para novos aumentos nos juros americanos.
No cenário doméstico, os temas fiscais e tributários concentraram as atenções. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o cálculo de uma alíquota de referência de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 2027, cálculo que servirá de balizador para deliberação final no Senado Federal. Além disso, o Confaz oficializou o reajuste das alíquotas fixas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha para vigorar a partir de fevereiro de 2027.
Na ponta do crédito, o Santander seguiu o movimento recente de Itaú e Bradesco e anunciou a elevação das taxas de juros para novas operações de financiamento imobiliário. O movimento reflete o encarecimento estrutural das taxas negociadas no mercado de juros futuros na B3, que balizam o custo do dinheiro de longo prazo no sistema financeiro.
O impacto no nosso bolso O encarecimento das linhas de financiamento habitacional pelos principais bancos privados ilustra com clareza como as oscilações macroeconômicas atingem o dia a dia das famílias. Quando os juros futuros sobem, o financiamento de bens de longo prazo se torna mais oneroso, aumentando o valor das parcelas e encarecendo o custo final do patrimônio.
Neste cenário de juros elevados e volatilidade cambial, os princípios fundamentais da educação financeira tornam-se indispensables:
Cautela em grandes financiamentos: Quem planeja adquirir imóveis ou automóveis deve reavaliar os cálculos com rigor, priorizando a ampliação da entrada para reduzir o saldo devedor e evitar contratos que comprometam mais de 25% a 30% da renda líquida familiar.
Fuja do endividamento no rotativo: Com os bancos repassando o custo das taxas para as linhas de crédito, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial continuam sendo os maiores vilões do orçamento doméstico.
Segurança e previsibilidade: Para os recursos poupados, mantenha a reserva de emergência e o capital de giro aplicados na renda fixa pós-fixada com liquidez diária (Tesouro Selic ou CDBs a 100% do CDI cobertos pelo FGC). Essa estratégia proporciona remuneração atrativa em termos reais e protege o poupador da instabilidade na Bolsa.
Panorama Regional: Recuperação na advocacia e incentivo ao varejo no Sul Fluminense Na pauta econômica do Médio Paraíba, os destaques locais trazem fôlego ao comércio e suporte a categorias profissionais:
Negociação Especial na OAB-RJ: A seccional da OAB-RJ lançou condições facilitadas para advogados e estagiários negociarem anuidades pendentes, permitindo parcelamentos em até 24 vezes no cartão de crédito. A iniciativa permite regularizar o cadastro profissional sem desfalcar o capital de giro dos escritórios no encerramento do exercício.
Concurso de Vitrines de Natal em Barra Mansa: A CDL de Barra Mansa abriu inscrições para o tradicional Concurso de Vitrines de Natal, mobilizando o comércio local para investir em decoração e experiência de compra. A iniciativa busca fomentar o fluxo de consumidores no centro e nos bairros, impulsionando as vendas sazonais com apelo visual.
Organização para os Gastos de Início de Ano: Famílias e trabalhadores de Resende, Volta Redonda e Barra Mansa devem aproveitar o último fim de semana de outubro para consolidar a planilha financeira familiar, provisionando recursos para compromissos sazonais de janeiro como IPVA e despesas escolares.
Acompanhe análises diárias de mercado, estratégias práticas para finanças familiares e mentalidade financeira no meu perfil no Instagram: @sourafaelcamargo.
Eu volto na próxima semana com as análises completas dos dados que serão divulgados e o giro das notícias financeiras aqui no seu Panorama da Real FM. Tenha um excelente fim de semana com muito controle no bolso. Até mais!
Rafael Camargo
Educador Financeiro e Mentor
Apresentador do quadro "Radar Econômico" na Rádio Real FM
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