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Imagem: Real Fm
Radar Econômico: Ibovespa tomba 18% e tem 5ª maior queda semanal desde o Plano Real, dólar fecha outubro a R$ 5,44 e Sul Fluminense monitora custos de fim de ano
Após a pausa do feriado prolongado, os investidores retomam as negociações nesta terça-feira (3)...
Por Rafael Camargo
03 de Novembro de 2026 às 07:50
Após a pausa do feriado prolongado, os investidores retomam as negociações nesta terça-feira (3) balizados pelos dados consolidados do encerramento de outubro. O fechamento da última sexta-feira (30) coroou uma semana de forte estresse financeiro: a Bolsa brasileira acumulou uma desvalorização semanal de 18,12%, enquanto a moeda americana avançou mais de 1%, encerrando o mês cotada a R$ 5,4442.
Segundo levantamento técnico da consultoria Elos Ayta a partir de dados históricos da B3, a sangria semanal de 18,12% registrada após o segundo turno das eleições presidenciais representou a quinta maior perda semanal do Ibovespa desde a criação do Plano Real, em julho de 1994. O resultado igualou rigorosamente a retração registrada na semana dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (-18,12%), ficando atrás apenas da crise asiática de 1997 (-22,17%), da crise financeira global de 2008 (-20,01%) e do colapso inicial da pandemia de Covid-19 em 2020 (-18,88%). Desta vez, o fator determinante foi essencialmente político e fiscal, com o mercado realizando uma abrupta reprecificação de risco e cobrando diretrizes fiscais concretas para o próximo mandato presidencial.
Câmbio sob pressão, mercado de trabalho resiliente e reforma tributária No fechamento de outubro, o dólar comercial subiu 1,05%, cotado a R$ 5,4442 na venda, tendo testado a máxima de R$ 5,4621. Com isso, a divisa norte-americana encerrou a semana com ganho de 9,04% e acumulou alta de 5,22% no mês. Já o Ibovespa recuou 0,75% na sexta-feira, encerrando aos 167.922 pontos e fechando o mês com queda de 9,88%.
No âmbito dos indicadores oficiais, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre, refletindo um mercado de trabalho que ainda exibe tração, mesmo com sinais de desaceleração na atividade fabril. Paralelamente, o front tributário seguiu aquecido: o TCU aprovou o cálculo de referência de 11,3% para a alíquota da CBS em 2027, documento que servirá de subsídio para a votação final no Senado até 15 de dezembro. Além disso, o Confaz chancelou o reajuste anual do ICMS sobre combustíveis a vigorar a partir de fevereiro de 2027.
No cenário externo, a aversão ao risco também pesou sobre Wall Street e as bolsas europeias, impulsionada pelos resultados corporativos de gigantes da tecnologia e pela postura cautelosa do Federal Reserve, que manteve as taxas de juros no patamar restritivo de 3,75% a 4% ao ano.
O impacto no nosso bolso Quando o mercado financeiro atravessa uma das cinco maiores quedas semanais de sua história recente e o dólar encerra o mês acima de R$ 5,44, os efeitos não ficam confinados às corretoras. Eles se traduzem em inflação acumulada nos itens cotados em dólar (alimentos básicos, insumos industriais e fretes) e na manutenção de taxas de juros bancárias bastante salgadas.
A cartilha da educação financeira para navegar em cenários de forte volatilidade orienta:
Evite movimentos por desespero: Não venda posições de investimento com perda no fundo do poço movido pelo medo. O investidor inteligente mantém a calma e reavalia prazos e fundamentos.
Fuja do endividamento caro: Com o custo de captação elevado, as taxas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial são impeditivas. O momento exige corte de excessos e contenção orçamentária.
Liquidez e segurança em primeiro lugar: Mantenha a reserva de emergência e os recursos de curto e médio prazo alocados na renda fixa pós-fixada com liquidez imediata (como o Tesouro Selic ou CDBs a 100% do CDI de instituições sólidas com garantia do FGC). Essa postura garante rendimentos reais confortáveis sem o estresse da Bolsa de Valores.
Panorama Regional: Custos na aviação e regularização fiscal em Volta Redonda Na economia do Sul Fluminense e Médio Paraíba, o reinício das atividades após o feriado exige atenção a custos e compromissos fiscais:
Reajuste do Combustível de Aviação: A Petrobras anunciou um aumento médio de 7,2% no preço do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras neste início de novembro — acréscimo de R$ 0,45 por litro. Como o combustível responde por quase metade dos custos operacionais das companhias aéreas, famílias e profissionais da região que planejam viagens de férias ou a trabalho no fim de ano devem antecipar a compra de bilhetes antes dos repasses das tarifas.
Regularização de Débitos Municipais em Volta Redonda: A Prefeitura de Volta Redonda intensificou as ações de atendimento para que moradores e empresas regularizem pendências tributárias de IPTU e taxas municipais antes do fechamento do ano fiscal. Negociar e parcelar débitos tributários em atraso é o caminho recomendado para evitar protestos e cobranças em dívida ativa.
Planejamento de Transição: Com os dois últimos meses do ano pela frente, trabalhadores e comerciantes de Resende, Barra Mansa e Volta Redonda devem consolidar suas planilhas orçamentárias, preparando margens preventivas para as obrigações de janeiro de 2027 (como IPVA e matrículas).
Acompanhe análises diárias de mercado, estratégias práticas para finanças familiares e mentalidade financeira no meu perfil no Instagram: @sourafaelcamargo.
Eu volto amanhã com as análises completas dos primeiros negócios de novembro e o giro das notícias financeiras aqui no seu Panorama da Real FM. Tenha um excelente dia com muito controle no bolso. Até mais!
Rafael Camargo
Educador Financeiro e Mentor
Apresentador do quadro "Radar Econômico" na Rádio Real FM
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