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Imagem: Reprodução/SES
Secretaria de Saúde do Estado do RJ reforça orientações sobre prevenção e vacinação contra Mpox
Rio de Janeiro confirmou 269 casos da doença entre janeiro e novembro, contra 92 no mesmo período do ano passado
Por Ana Clara Monteiro
04 de Novembro de 2026 às 08:48
O estado do Rio de Janeiro registrou 269 casos confirmados de Mpox entre janeiro e 3 de novembro deste ano. O número é quase três vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 92 casos. Apesar do aumento, não houve registro de mortes pela doença neste ano.
Diante desse cenário, a Secretaria Estadual de Saúde reforça as medidas de prevenção e informa que vai receber um novo lote de vacinas para ampliar a preparação da rede pública, principalmente com a proximidade do fim do ano, período de maior circulação de pessoas.
A Mpox é uma infecção viral que pode provocar lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões podem aparecer em diferentes partes do corpo, inclusive nas regiões genital e anal. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e objetos contaminados.
A orientação é evitar contato físico e íntimo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos, não compartilhar objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama, e procurar uma unidade de saúde ao perceber possíveis sinais da doença. Mesmo sem febre, lesões suspeitas devem ser avaliadas por um profissional.
Até 2 de novembro, foram aplicadas 953 doses da vacina contra a Mpox em todo o estado. A imunização é destinada a grupos específicos, como profissionais de laboratório que trabalham com Orthopoxvírus, pessoas vivendo com HIV e Aids que apresentam imunossupressão e indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
O esquema de vacinação prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e acompanhar os pacientes. A maioria dos casos apresenta sintomas leves ou moderados, e o tratamento é baseado no controle dos sintomas e na prevenção de complicações.
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