Todos nós nascemos com duas necessidades biológicas e psicológicas que, muitas vezes, entram em rota de colisão: a necessidade de apego (ser aceito e amado pelo grupo) e a necessidade de autenticidade (ser quem realmente somos, sem máscaras).
Por Dianna Moura / @diannamoura_selfterapias
29 de Abril de 2026 às 10:57
O psquiatra Dr. Gabor Maté vem nos dizer que a dor é inevitável. Não se trata de escolher entre sofrer ou não sofrer, mas sim de escolher qual tipo de dor você está disposto a carregar.
Muitas vezes, desde a infância, aprendemos que para sermos amados ou aceitos em nossos círculos — seja na família, no trabalho ou nos relacionamentos — precisamos "baixar o volume" da nossa verdade. Deixar a nossa verdade de lado para ganhar a aprovação externa. Com isso perdemos conexão interna.
Essa supressão gera um ressentimento silencioso, uma sensação de vazio e, frequentemente, se manifesta como ansiedade, depressão ou até doenças físicas. É a dor de ser um estranho para si mesmo.
Escolher a autenticidade não é um caminho livre de dores e frustrações. Quando você decide ser fiel aos seus valores, opiniões e essência, o mundo ao seu redor pode reagir. Você pode enfrentar o julgamento, a crítica ou até o afastamento de pessoas que preferiam a sua versão "comportada" e suprimida.
Embora essa dor de ser rejeitado pelos outros seja aguda e momentânea, ela é acompanhada por uma paz profunda: a de não estar mais em guerra consigo mesmo.
Gabor Maté nos lembra que a dor da supressão é uma prisão de longo prazo, enquanto a dor da autenticidade é o preço da liberdade.
Viver para agradar os outros é um esforço exaustivo que nunca termina, pois a "aceitação" baseada em uma mentira nunca preenche a alma. Já a dor de ser você mesmo é uma dor de crescimento; ela filtra quem realmente deve estar ao seu lado e limpa o caminho para uma vida com significado.
Se você tiver que escolher entre decepcionar alguém ou decepcionar a si mesmo, qual será a sua decisão hoje? No fim das contas, a única pessoa com quem você terá que conviver 24 horas por dia, pelo resto da vida, é você mesmo.
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