Muitos de nós crescemos acreditando numa mentira perigosa: a de que ser uma "boa pessoa" significa estar sempre disponível...
Por Dianna Moura / @diannamoura_selfterapias
25 de Maio de 2026 às 07:00
Temos um bom coração, queremos ajudar e detestamos ver os outros infelizes. No entanto, Mel Robbins, autora do bestseller “Deixa pra lá”, nos diz uma verdade libertadora: Você pode ser uma pessoa gentil, com um coração enorme, e ainda assim dizer às pessoas para se afastarem quando necessário.
Ter um bom coração não é um convite para ser o tapete de ninguém. A bondade não é sinônimo de submissão, e ser amável não significa dizer "sim" a tudo o que te pedem.
O que acontece quando você tenta manter as pessoas felizes enquanto você está infeliz? Você se torna uma pessoa exausta, ressentida e vazia.
Muitas vezes, confundimos bondade com a gestão da felicidade alheia. Acreditamos que temos controle sobre como o outro vai se sentir e gastamos energia tentando evitar que os outros se sintam mal, mas para isso, ficamos nós nos sentindo péssimos. Pensamos que, se dissermos não, estamos sendo cruéis. Mas a verdade é que, ao tentarmos evitar o desconforto dos outros, estamos acumulando um veneno interno que, mais cedo ou mais tarde, vai destruir nossa própria alegria. O ressentimento é o sinal de que os seus limites foram violados — e a culpa não é apenas de quem os cruzou, mas de quem não os colocou.
Os limites não são apenas o que dizemos as outras pessoas, mas também o que dizemos a nós mesmos. Entender nossos próprios limites é a única forma de colocar limites nos outros.
A fronteira começa no seu diálogo interno. É quando conseguirmos pensar: "Eu sou uma pessoa boa, mas a minha necessidade de paz é tão válida quanto o pedido de ajuda do outro." Neste momento, é provável que a tua lista de tarefas não seja tua. Permitimos que as "urgências" de outras pessoas que não se responsabilizam pelas suas próprias vidas se tornem nossas prioridades. As emergências dos outros não têm de ser a sua agenda. Você tem o direito de escolher o que é importante e a ordem em que decide agir.
A lição final é uma ferramenta de poder imediato. Precisamos desaprender a cultura da explicação excessiva. Muitas vezes, quando dizemos não, sentimos a necessidade de dar mil justificativas para que a outra pessoa não se sinta mal.
Porém, lembre-se: "Não" é uma frase completa. Você não precisa explicar sempre. Isso irá proteger o seu tempo, a sua energia e a sua sanidade mental. Honra o teu bom coração, mas protege-o com muros firmes. Ser gentil consigo mesmo é o primeiro passo para conseguir ser genuinamente gentil com o mundo.
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