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Radar Econômico: Ibovespa Recupera Queda de 3 Mil Pontos e Fecha a 185 Mil, Dólar Recua a R$ 5,13 com Reajuste do Bolsa Família e Turismo do Rio Cresce Acima da Média Nacional
O mercado financeiro doméstico viveu um pregão de forte volatilidade e estresse nesta quinta-feira (17)...
Por Rafael Camargo
18 de Setembro de 2026 às 07:52
O mercado financeiro doméstico viveu um pregão de forte volatilidade e estresse nesta quinta-feira (17). Em uma sessão marcada pela digestão da nova taxa Selic a 13,75% ao ano e pelo anúncio de reajuste nos programas sociais do governo federal a apenas 17 dias das eleições presidenciais, os ativos brasileiros enfrentaram oscilações abruptas antes de recuperarem terreno no final da tarde.
No encerramento dos negócios, o dólar comercial recuou 0,40%, cotado a R$ 5,13 na venda, após ter alcançado a máxima de R$ 5,16 durante o pico das incertezas fiscais intradiárias. Já o Ibovespa fechou com leve alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, recuperando-se expressivamente após ter despencado quase 3 mil pontos pela manhã, quando chegou a tocar a mínima de 183.242 pontos.
O "Efeito Bolsa Família" e o Susto Fiscal na B3 A abertura dos negócios foi sacudida pela publicação oficial do reajuste do Bolsa Família:
Detalhes do Aumento: O governo federal reajustou o valor básico do benefício em cerca de 15%, elevando o piso de R$ 600 (vigente desde agosto de 2022) para R$ 691 por família.
Impacto nas Contas Públicas: O Ministério da Fazenda divulgou estimativa oficial de que a medida trará um custo fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões entre 2027 e 2028.
Reação do Mercado: O anúncio na reta final eleitoral reavivou temores sobre o cumprimento das metas fiscais, levando a curva de juros futuros a disparar e penalizando ações sensíveis à economia doméstica, como varejo e construção civil. No entanto, o tom moderador de membros da equipe econômica garantindo que a despesa cabe nas dotações orçamentárias e o recuo nos preços internacionais do petróleo permitiram que a Bolsa zerasse as perdas e fechasse em terreno positivo.
Tradução do Economês para o Nosso Bolso:
Quando o governo amplia despesas obrigatórias sem apontar receitas correspondentes, os investidores exigem juros mais altos para financiar o país. Na prática, isso impede que a taxa Selic caia com mais velocidade. Para a nossa população no Sul Fluminense, juros que demoram a cair significam prestações de carros e casas mais caras no comércio e nos bancos de Resende, Barra Mansa e Volta Redonda.
Por Que o Corte da Selic a 13,75% Não Garante a Alta dos Fundos Imobiliários (FIIs)? Muitos investidores iniciantes acreditavam que a confirmação do quinto corte consecutivo de juros pelo Copom dispararia de imediato as cotações dos Fundos Imobiliários (FIIs). Especialistas em mercado de capitais trouxeram um alerta importante:
Juros Globais em Alta: Enquanto o Brasil reduziu a taxa para 13,75%, o Federal Reserve nos Estados Unidos elevou a taxa básica americana para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Juros em alta em dólar diminuem a atratividade de ativos de risco em economias emergentes.
Juros Futuros Estressados: O valor de mercado das cotas dos Fundos Imobiliários de tijolo depende das taxas de juros de longo prazo (NTN-B / Tesouro IPCA+). Como a incerteza fiscal eleitoral manteve as taxas longas acima de 6% a 6,5% mais inflação, os fundos imobiliários continuam competindo diretamente com a segurança da renda fixa do Tesouro Direto.
A orientação do mentor para a carteira da família: mantenha o núcleo dos seus recursos alocado em renda fixa pós-fixada com liquidez imediata (Tesouro Selic e CDBs a 100% do CDI). Só avance para fundos imobiliários e ações se o seu horizonte for de longo prazo e sua reserva de emergência estiver 100% constituída.
📍 Foco Regional: Turismo Fluminense em Alta Movimenta as Cidades das Agulhas Negras Para quem trabalha no comércio, na rede hoteleira e na prestação de serviços no Médio Paraíba e Região das Agulhas Negras:
Crescimento Acima da Média Nacional: Indicadores do setor econômico mostraram que a atividade turística no Estado do Rio de Janeiro cresceu em ritmo superior à média de todo o país ao longo deste segundo semestre.
Ouro Verde no Sul Fluminense: Nossa região se destaca como um dos principais motores desse resultado. Os polos gastronômicos e hoteleiros de Penedo, Visconde de Mauá e Itatiaia, somados aos atrativos históricos do Vale do Café e ao turismo corporativo de Resende e Volta Redonda, irrigam a economia local com recursos externos e geram milhares de postos de trabalho.
Alerta para a Reta Final de 2026: Com a proximidade do último trimestre do ano e a alta estação do turismo, empresários locais devem manter rédea curta nos custos fixos e se planejar antecipadamente para honrar o pagamento do 13º salário dos colaboradores.
💡 Dica Prática de Educação Financeira do Mentor:
Notícias eleitorais e oscilações diárias de 3 mil pontos na Bolsa servem apenas para desviar sua atenção. O que realmente enriquece e protege o seu lar é a disciplina que acontece dentro de casa: pesquisar preços no supermercado, pagar dívidas com desconto e aplicar uma parcela de tudo o que você ganha todos os meses com constância.
Acompanhe análises diárias de mercado, estratégias práticas para o orçamento doméstico e finanças para casais no meu perfil no Instagram: @sourafaelcamargo.
Eu volto na próxima semana com as análises detalhadas dos dados divulgados e o giro das notícias financeiras aqui no seu Panorama da Real FM. Tenha um excelente fim de semana com muito controle no bolso. Até mais!
Rafael Camargo
Educador Financeiro e Mentor
Apresentador do quadro "Radar Econômico" na Rádio Real FM
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