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Imagem: Real Fm
Radar Econômico: Copom mantém Selic em 13,75% com tom duro, dólar recua a R$ 5,45 após eleições nos EUA, e Mundo SENAI capacita trabalhadores no Sul Fluminense
O mercado financeiro operou nesta quarta-feira (4) sob o impacto conjunto de dois acontecimentos de grande magnitude...
Por Rafael Camargo
05 de Novembro de 2026 às 08:35
O mercado financeiro operou nesta quarta-feira (4) sob o impacto conjunto de dois acontecimentos de grande magnitude: a virada no cenário político internacional provocada pelas eleições legislativas de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos e a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, que pausou o ciclo de flexibilização monetária e manteve os juros básicos em patamares restritivos.
No fechamento oficial dos negócios, o dólar comercial recuou 0,64%, cotado a R$ 5,4518 na venda. O movimento de alívio cambial acompanhou a descompressão das taxas de juros globais após o Partido Democrata reconquistar a maioria no Congresso norte-americano, reduzindo o fôlego para gastos e tarifas unilaterais. Na B3, o Ibovespa engatou recuperação técnica e subiu 1,23%, encerrando aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas.
Copom rígido, inflação acima da meta e reforma tributária No âmbito doméstico, o Copom decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. O colegiado indicou em seu comunicado que a decisão se deu pela aceleração recente da inflação, pela piora nas expectativas apuradas pelo Boletim Focus e pelos riscos associados à política fiscal, ao câmbio depreciado e à cotação internacional do petróleo. O Banco Central elevou a sua projeção própria para o IPCA em 2026 para 5,6% e não sinalizou quando os cortes poderão ser retomados, consolidando a percepção de que as condições financeiras seguirão restritivas por tempo prolongado.
Paralelamente, o governo federal sinalizou avanços na regulamentação da reforma tributária sobre o consumo, preparando o envio da proposta do Imposto Seletivo ("imposto do pecado") e indicando a extensão provisória da incidência do IPI sobre setores que migrarão para o novo tributo em 2027.
O impacto no nosso bolso A mensagem enviada pelo Banco Central é inequívoca: com a Selic mantida em 13,75% ao ano e as expectativas de inflação desancoradas, o crédito na praça continuará caro. As taxas para novas operações de financiamento imobiliário e crédito bancário às empresas não devem registrar alívio no curto prazo.
Diante dessa conjuntura, a cartilha de ouro da educação financeira recomenda:
Fuja do endividamento caro: Com o custo de captação elevado, recorrer ao cheque especial ou ao rotativo do cartão de crédito é comprometer diretamente a integridade do orçamento familiar. O momento exige corte preventivo de despesas supérfluas.
Potencialize a renda fixa segura: A manutenção dos juros em 13,75% consolida o Brasil na liderança dos juros reais globais. Mantenha a reserva de emergência e recursos com prazos de curto e médio prazo alocados em renda fixa pós-fixada com liquidez imediata (Tesouro Selic ou CDBs a 100% do CDI emitidos por instituições sólidas com garantia do FGC), capturando rentabilidade real de dois dígitos sem se expor à montanha-russa do mercado acionário.
Planejamento financeiro sazonal: Com a aproximação das festas natalinas e os encargos de início de ano (IPVA, IPTU e matrículas), monte o planejamento na ponta do lápis, priorizando compras à vista com desconto e evitando o parcelamento longo no cartão.
Panorama Regional: Qualificação técnica com o Mundo SENAI no Sul Fluminense Na economia real do Sul Fluminense e Médio Paraíba, o destaque regional é a qualificação de mão de obra para sustentar a competitividade do nosso polo industrial:
Mundo SENAI na Região: A Firjan SENAI realiza o evento Mundo SENAI com oficinas, palestras e minicursos gratuitos em unidades estratégicas do Sul Fluminense: Resende, Volta Redonda, Barra Mansa, Angra dos Reis e Valença. A programação aproxima os participantes de práticas reais da indústria, tecnologias emergentes e áreas de manutenção mecânica e automação, qualificando profissionais para os postos de trabalho da região.
Competitividade e Renda: Aumentar a qualificação técnica é a ferramenta mais eficiente para melhorar a remuneração pessoal e garantir estabilidade profissional em períodos macroeconômicos voláteis.
Equilíbrio no Comércio Local: Pequenos empresários e lojistas das cidades da região devem aproveitar o fluxo comercial de novembro para negociar estoques com fornecedores sem tomar capital de giro caro no sistema bancário, ajustando a oferta de produtos à renda real do consumidor regional.
Acompanhe análises diárias de mercado, estratégias práticas para finanças familiares e mentalidade financeira no meu perfil no Instagram: @sourafaelcamargo.
Eu volto amanhã com o fechamento da semana econômica e o giro das notícias financeiras aqui no seu Panorama da Real FM. Tenha um excelente dia com muito controle no bolso. Até mais!
Rafael Camargo
Educador Financeiro e Mentor
Apresentador do quadro "Radar Econômico" na Rádio Real FM
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